quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A Famosa Invasão dos Ursos na Sicília






A Famosa Invasão dos Ursos na Sicília é uma leitura deliciosa tanto para os filhos quanto para os pais. Escrito por Dino Buzzati, autor de Deserto dos Tártaros (sua obra-prima), conta a história de um bando de ursos que, liderados pelo Rei Leôncio, invadem a capital da Sicília em busca de comida e do príncipe Tônio, capturado pelos humanos. Ilustrado com belíssimos desenhos feitos pelo próprio Buzzati, o livro começa apresentando os personagens e o cenário. Encontramos trechos em rima intercalados à prosa, conferindo um caráter épico à narrativa. Pra completar, no posfácio, somos agraciados com uma enriquecedora análise da obra e do autor. Vale a pena conferir!

A Famosa Invasão dos Ursos na Sicília
Dino Buzzati
ISBN 85-86387-37-1



http://www.berlendis.com/product.aspx?product=60&category=

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Era Uma Vez a Vaca Vitória, que Caiu no Buraco e Acabou a História





Acho que esse é o primeiro livro que minha filha decorou a história do início ao fim. :) Partindo de uma brincadeira antiga que utiliza a anáfora e a rima como princípios, o autor conta várias histórias de fácil memorização pra crianças pequenas. Quem nunca ouviu falar da "vaca Vitória que soltou um pum e acabou a história"? Pois além da vaca Vitória, aparecem o pinto Pedrês, o cachorro Jurandir, o coelho Clemente, a girafa Jamanta, o porco Tonico, a minhoca Maria João e outros bichos engraçados que rimam e marcam o compasso. Brincando com nomes próprios e rimas inusitadas, o autor conquista a simpatia da criançada.



domingo, 15 de julho de 2012

Os Meninos da Rua Paulo






"Como é que um livrinho especialmente escrito para os adolescentes de Budapeste se metamorfoseia numa obra-prima clássica, lida com encanto por pessoas de todas as idades, de todos os países?" (prefácio do Paulo Rónai)

Qual a mágica que esse livro possui? Após a leitura, é impossível sair indiferente. Ele realiza uma transformação no leitor. E apesar do final não ser feliz (como muitas vezes não o é na vida real), um leque de emoções contagiam o jovem leitor ao longo da leitura: suspense, lealdade, coragem, honra, amizade, traição, perdão, disputa de poderes, aventura, estratégia, compaixão e renúncia são alguns dos diversos elementos que vislumbramos ao rodar o caleidoscópio do livro. Nomes estranhos como Geréb, Nemecsek, Boka, Áts nos remetem a uma terra, para nós do hemisfério ocidental, remota e longínqua, para além do Atlântico, muito além... para a Hungria.

A história se passa em 1889, num lugarejo da cidade de Budapeste. A Pál Utca (rua Paulo) é o espaço ao ar livre que as crianças das redondezas têm pra brincar e jogar pela. Mas o pessoal de uma ilhota no Jardim Botânico não tem onde jogar o pela. É reproduzindo situações adultas no universo infantil que as crianças vão amadurecendo e se tornando adultas de fato. No início, esse processo é tosco, mas à medida que vamos crescendo, certas verdades não podem deixar de serem conhecidas. É daqueles livros que nos marcam como uma cicatriz, porque nos revelam o que temos de melhor e pior no fundo da nossa alma.



http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/10892/Os-meninos-da-rua-Paulo.aspx

domingo, 8 de julho de 2012

Olivia





Olivia não é nem um pouco palito (mas está vestida de marinheira). Pelo contrário, é rechonchuda  como todos os porcos devem ser. Mas ao contrário dos porcos, possui hábitos muito refinados e elegantes. Sua cantora predileta é Maria Callas e seu quadro preferido é o Ensaio de Balé no Palco, do Degas. Gosta de sair de casa sempre "preparada". É curiosa e "boa em muitas coisas".

Com um olhar atento ao comportamento da criança, o autor nos dá um vislumbre da maravilhosa imaginação infantil, com uma pitada de humor adulto. Assim, cativa pequenos e grandes ao longo da história. Olivia poderia ser alguma menina de verdade. As últimas páginas do livro são de uma delicadeza e graça ímpares. "Graça e beleza" numa porca.



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fábulas de Esopo




Cheguei no Esopo lendo La Fontaine. Obviamente, La Fontaine tece enormes elogios a Esopo, essa figura misteriosa que alguns dizem que nunca existiu (assim como Homero). Seja quem for que escreveu as fábulas, o sujeito fez um trabalho exemplar. Quantas lições de vida se pode adquirir com uma leitura tão simples e agradável!

Apesar dessa edição não oferecer a obra integral, é uma boa iniciação à original. Além do belo texto, ela contêm ilustrações dos artistas: Arthur Rackham, Charles Henry Bennett, Ernest Henry Griset, Edwin Noble, Walter Crane, Milo Winter, Edward Julius Detmold, Charles Robinson, Randolf Caldecott, Charles James Folkard, Percy J. Billinghurst, Lucy Fitch Perkins, Sophia Rosamond Praeger, Joseph J. Mora, Richard Heighway, J. M. Condé, Agnes Miller Parker, David Michael Jones, Willi Harwerth, Boris Artzybasheff, F. Opper, Phyllis A. Trery, Celia M. Fiennes, Harry Rountree, Stephen Gooden, Jack Orr, Alexander Calder, Edward Bawden e Arnrid Banniza Johnston.

Pra quem se interessar pelo texto na íntegra, existe uma edição muito simpática, com tradução direta do grego da tradutora Neide Smolka, e ilustrações de Cláudia Scatamacchia, lançada pela Editora Moderna.








http://modernaliteratura.com.br/moderna/book.php?id_titulo=10018601




http://www.companhiadasletrinhas.com.br/detalhe.php?codigo=40018

domingo, 1 de julho de 2012

Bruxa, Bruxa Venha À Minha Festa






No livro "Bruxa, Bruxa Venha À Minha Festa", um elenco de seres assustadores foi convidado pra festa. Você, leitor, tem medo de quê? Investigue seus medos, conheça-os, domine-os, exorcize-os. O final é surpreendente. Assim como a imaginação das crianças.

Bruxa, Bruxa Venha À Minha Festa
Arden Druce & Pat Ludlow
ISBN 978857412190



http://www.brinquebook.com.br/livro.php?livro=51

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Machine Gunners

                                     


Minha mulher me obrigou a contribuir para o seu  blog. Então eu vou postar de vez em quando, mas destacando livros para crianças grandinhas.

O primeiro da série é o romance de guerra "Machine Gunners" , do inglês Robert Westall, publicado em 1975. A tradução brasileira, da extinta editora Paulicéia, manteve o título original ( "metralhadores" talvez não soasse bem). O livro foi escrito por Westall  como resposta à uma pergunta de seu filho: como era a vida de um garoto de 12 anos em uma Inglaterra constantemente bombardeada por aviões da Alemanha nazista?

Westall nos dá então um retrato duro, comovente, realista, mas não desprovido de humor, de um grupo de crianças da cidade litorânea de Garmouth, cujos habitantes são mobilizados para apagar incêndios, reconstruir casas, abrigar os desabrigados, enterrar os mortos e guarnecer a costa, de modo bastante ineficaz, contra uma hipotética invasão. O personagem principal, o garoto Chas McGill, coleciona artefatos recolhidos de aviões inimigos abatidos, passatempo perigoso, pois implica em risco de explosões retardadas, ferimentos em meio às carcaças de metal destruídas e ser preso por apropriação de material pertencente à Coroa. A vida de Chas e seus amigos muda quando eles encontram a metralhadora intacta de um bombardeiro Heinkel He 111 derrubado. O problema consiste em como desmontar a arma, transporta-la e esconde-la.

Paralelas a guerra que então se travava, outras guerras, também eternas, aconteciam: garotos contra garotos, garotos contra adultos.  O objetivo passa a ser construir um bunker para instalar a arma e que possa servir não apenas para derrubar aviões e repelir a invasão, mas também como refúgio contra o  "incompreensível" mundo dos adultos. Esse contraponto converge para a afirmação de Michel Serres de que as guerras são travadas pelos pais contra os filhos. Os velhos decidem as guerras, os jovens vão morrer nelas.
Evocação nostálgica e dolorosa, o livro não tem um final feliz, já que não existem paraísos sobre a terra.

Machine Gunners
Robert Westall
ISBN 65-85391-29-4

O livro está esgotado, mas pode ser comprado aqui:

http://www.estantevirtual.com.br/qtit/machine-gunners